Terça-feira, 4 de Maio de 2010
6º Encontro de Roleses
Realizou-se, na Quinta da Igreja em Fânzeres –Gondomar, o 6º Encontro de Roleses, no dia 24 de Abril de 2010.
Foram organizadores deste evento eu própria, o Luís Alves e o Luís Marta, que não nos poupámos a esforços para proporcionar a todos um dia agradável.
Desde a escolha do local até à identificação das mesas, passando pela decoração e escolha da ementa, tudo foi feito por nós com todo o carinho e empenho e porque não dizê-lo, com muito amor.
Estamos gratos a todos quantos participaram neste encontro e acreditamos que, o tempo que passámos juntos permitiu uma partilha muito enriquecedora de vivências e lembranças.
Deixo-vos alguns dos muitos momentos que desfrutámos.
Até p`ro ano!
Quinta-feira, 29 de Abril de 2010
Em Urrós… acontece
No dia 24 de Abril de 2010, realizou-se na Quinta da Igreja em Fânzeres – Gondomar, o 6º Encontro de Roleses.
Aqui ficam algumas fotos que partilhámos com todos no decorrer do evento.
Quinta-feira, 4 de Junho de 2009
Os Pombais
Deve-se essencialmente a um projecto de intervenção do Parque Natural do Douro Internacional (PNDI) a recuperação e repovoamento dos pombais.
Estes “imóveis” de interesse cultural e paisagístico encontram-se disseminados na paisagem e há muito esquecidos.
Adquirem sempre uma forma arquitectónica circular ou em ferradura.
Os que se encontram já recuperados, apresentam uma cor alva, por terem sido caiados recentemente, destacando-se na paisagem, tornando-a esteticamente bela e acolhedora.
Os outros, alguns deles em elevado estado de degradação, esperam desesperadamente por dias melhores antes de ruírem, dando à paisagem um aspecto mais amorfo e sombrio.
São construídos em pedra, com o tecto coberto por telha, materiais oriundos da região, dando um aspecto mais harmonioso à paisagem.
No seu interior, a toda a volta, existem numerosos buracos em pedra, utilizados pelos casais de pombos para nidificarem, o que acontece duas ou três vezes por ano, chocando apenas dois ovos de cada vez por um período de 15 dias aproximadamente.
Com o objectivo de manterem a colónia de pombos fiel ao seu pombal, os proprietários, deslocam-se aí diariamente, levando alimento às suas aves, uma vez que cada pombal tem capacidade para 200 pombos aproximadamente e o alimento que vão procurando nos campos ser manifestamente insuficiente para a sua alimentação. No centro do pombal existe ainda uma mesa redonda também em pedra e uma pia onde, o dono, lança comida e deixa água sobretudo no verão.
A revitalização dos pombais é trifacetada porque estes proporcionam:
- Uma fonte de alimento bastante apreciada (borrachos). Este pitéu aparece em muitos cardápios dos melhores restaurantes da região. Actualmente, em alguns locais já se realizam “Jornadas Gastronómicas” alusivas a este repasto;
- Estrume (pombinho). Os excrementos funcionam como um bom fertilizante natural dos solos podendo ser usado na agricultura orgânica ou biológica, minimizando-se o uso dos recursos não-renováveis como sejam os adubos químicos;
- Alimento em abundância para as espécies selvagens, essencialmente aves de rapina, de que é exemplo mais crítico a Águia de Bonelli e também o Falcão-peregrino, encontrando-se, sobretudo a primeira, ameaçada de extinção na Península Ibérica.
A revitalização dos pombais preserva a biodiversidade e os ecossistemas naturais, tendo em conta um desenvolvimento sustentável.

Quinta-feira, 30 de Abril de 2009
V Convívio de Roleses
No dia 18 de Abril, realizou-se em Esposende, na estalagem Zende, o V encontro de roleses.
A partir das 17.30 horas, as pessoas começaram a chegar.
O local era acolhedor, a organização perfeita e a envolvência agradável, todos os ingredientes para em confraternização passarmos uma tarde e noite memoráveis, recordando e revendo obviamente pessoas há muito desencontradas, outras nem tanto e falando como não podia deixar de ser das belezas da nossa bonita aldeia, não faltando sequer as melodias típicas da gaita-de-foles, tambor e bombo que abrilhantaram o final da tarde.
Seguiu-se o jantar, servido com todo o requinte, como tem sido apanágio de confraternizações anteriores. No final, os doces e a fruta fizeram crescer água na boca a cada um dos presentes.
Para a noite continuar em beleza não podia faltar um pezinho de dança para os mais aficionados desta modalidade.
Mas, para mim, restava a surpresa maior da noite, quando a minha prima me abordou e depois anunciou que gostaria que fosse eu a organizar a festa do próximo ano.
Certa do trabalho que dará, mas convicta de que estes convívios devem continuar mantendo e fortalecendo laços de amizade há muito estabelecidos, acedi e encontrei dois colaboradores – o Luís Alves e o Luís Marta – aos quais agradeço desde já a disponibilidade para trabalharmos em conjunto.
Termino, fazendo votos de que estes jantares possam continuar a ser, como até aqui, um ponto de encontro, de confraternização e de convívio saudável entre todos os roleses e que em cada um deles possamos encontrar cada vez mais “caras novas” nunca encontradas nos anteriores.


Segunda-feira, 27 de Abril de 2009
Os folares
“Reis e Senhores” em todas as mesas no dia de Páscoa, os folares são feitos na semana que antecede esse dia.
Podem ser doces ou de carne. Os primeiros recheados com marmelada ou canela e amêndoas, os segundos com recheio de presunto e salpicão, preparados com a devida antecedência para as carnes não ficarem salgadas.
Nesse dia, pela manhã, a azáfama começa. Pesa-se a farinha, adicionam-se os ovos, a manteiga, o azeite, o fermento, o sal e os restantes ingredientes, conforme se trate de um folar de carne ou doce.
Depois de misturados todos os ingredientes, com a mestria de que só algumas mãos são capazes, a massa vai sendo cortada e moldada de acordo com a forma que a vai receber, ficando aí a levedar durante algum tempo.
Entretanto, o forno é aquecido e rojado no ponto certo para receber estas iguarias que, depois de pinceladas com ovo e polvilhadas com açúcar e amêndoas, para aqui são encaminhadas e onde terão de permanecer 1 hora aproximadamente antes de nos deliciarem.




Quarta-feira, 25 de Março de 2009
Bodegas
São túneis encravados no solo, constituído por rocha mole, que foram sendo escavados e consecutivamente alargados pelos próprios donos, adquirindo uma forma alongada.
As dimensões médias destes espaços são de 2/4 metros de área e terão pouco mais de 2 metros de altura, com o tecto em abóbada.
A sua construção remonta sensivelmente aos anos 30 e 40 do século passado, com a finalidade de armazenarem o vinho durante o período de verão, dado não existirem frigoríficos e as temperaturas nesta época do ano serem muito elevadas. Parafraseando o escritor transmontano, por aqui são “nove meses de inverno e três de inferno”.
Pelas suas características, estes locais dispõem de um sistema de climatização e arejamento natural que leva a que o vinho se mantenha sempre a uma temperatura relativamente baixa.
O interior conta com espaço para 2 pipas, uma de cada lado, com capacidade para 100 a 150 litros cada tendo algumas, um arco a meio a separar dois espaços contíguos. Aí, repousa e refresca no período de veraneio o afamado néctar do deus Baco.
À medida das necessidades do consumo as pessoas deslocam-se às bodegas, que se situam próximo do povoado, de garrafão na mão para reporem os stoks frescos em casa.
Hoje, encontram-se quase todas “fora de serviço” embora algumas tenham sido já recuperadas e utilizadas para lanches de confraternização e convívio entre grupos de amigos.
Actualmente, gostava que este “património” fosse recuperado e melhorado para, deste modo, poder ser visto e apreciado turisticamente, dado nas redondezas não se conhecerem exemplares semelhantes.


Quarta-feira, 18 de Março de 2009
Estação de Urrós – Linha do Sabor
O dia 22 de Maio de 1938 raiou solarengo para acolher pela primeira vez a vinda do comboio. Foi um dia de festa para toda a população da aldeia de Urrós que afluiu à estação onde já se encontrava uma banda de música a tocar.
Os populares carregavam ramos de flores com o intuito de embelezarem a locomotiva a carvão quando esta estivesse imobilizada na estação, vindo já engalanada de paragens anteriores.
A passagem do comboio por estas terras foi uma mais-valia para a população uma vez que facilitaria o transporte não só de passageiros como de mercadorias essenciais, deixando as pessoas de ter de se deslocar a Carviçais com burros carregados de cal oriunda da aldeia e ímpar pela qualidade, para no regresso trazerem sal, sabão, arroz, açúcar, entre outros produtos.
Actualmente, esta linha que fazia a ligação entre o Pocinho e Duas Igrejas (Miranda do Douro), encontra-se desactivada desde 1988.
Contribuíram, provavelmente, para este cenário, vários factores entre os quais:
- o isolamento a que as populações do interior se encontram em relação aos grandes centros;
- a inexistência de pólos de atracção no interior geradores de emprego;
- o afastamento da linha de caminho de ferro em relação à população que serve.
Grande parte desta linha desactivada está incluída actualmente no Parque Natural do Douro Internacional onde urge preservar toda a riqueza natural – fauna e flora autóctones, e riqueza arquitectónica – casas típicas em granito, estações de caminho de ferro, entre outros, encontrando-se estas últimas, muitas delas, em elevado estado de degradação essencialmente no que respeita à azulejaria. Que futuro reservará a Refer a esta riqueza patrimonial?


Sexta-feira, 6 de Março de 2009
Retábulo das Almas
O retábulo pictórico que se encontra na igreja matriz de Urrós, é de autor desconhecido e ilustra exemplarmente as almas.
Esta pintura em tábua pode dividir-se longitudinalmente, encontrando-se o Céu representado na metade superior.
Sensivelmente a meio desta metade, pode ver-se o Arcanjo S Miguel com uma balança na mão para pesar o comportamento das almas (as bem feitorias por um lado e os pecados por outro), à direita vemos um santo franciscano acompanhado por uma criança para a qual parece estar a pedir protecção divina. Do lado esquerdo estão as almas à espera do infortúnio.
Assistem do pináculo a esta cena, mas com alguma indiferença, duas criaturas que parecem estar imunes à sorte ou azar das almas.
Grande parte da metade inferior direita deste painel é ocupado pela bocarra de um monstro que simboliza o Inferno. A seu lado, encontram-se dois diabos chifrudos, negros e nus que empurram avidamente os corpos para o inferno. Este trabalho de parceria é ferozmente executado com a ajuda de uma forquilha e pelo trabalho braçal do outro diabo. O monstro insaciado degola rapidamente as “almas”.
Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2009
As cegonhas
Regressam discretamente no início de Fevereiro, logo que as temperaturas do Inverno começam a subir.
Oriundas do sul, estas aves migrantes instalam-se junto à margem da lagoa das Lajes, com a finalidade de obterem facilmente alimento abundante, uma vez que na base da sua alimentação se incluem rãs, cobras, peixes, insectos, minhocas e outros pequenos vertebrados.
Ocupam consecutivamente o mesmo ninho, acomodando-se na copa de um carvalho, que lhes proporcionará abrigo, garantirá protecção e fomentará a nidificação das suas crias.
Quando os filhos crescerem e já forem auto-suficientes, é chegada a hora de partirem rumo a um novo destino, procurando ambientes mais quentes.
É nessa altura do Verão que somos brindados pelos longos voos destas aves onde, riscando o céu, exibem toda a sua grandiosidade e majestosidade e mostram toda a sua beleza e esplendor.

Terça-feira, 3 de Junho de 2008
Festa em Honra de Nosso Senhor
Um foguete estrondoso anuncia a alvorada às 6.30h da manhã, após a chegada dos Gaiteiros. Estes, dão a volta ao povoado tocando, com o objectivo de anunciar a sua chegada, dando início à festa.
Terminado o pequeno almoço tem início uma nova ronda, agora acompanhados pela presença do mordomo e de alguns populares que, de casa em casa, percorrem a aldeia a "pedir a esmola" para o Santo.
De tarde, após a missa e o almoço, começa a festa com todos os populares. As pessoas dançam ao som das gaitas de foles e dos tambores que tocam melodias típicas da região.
No final da tarde, dançando, descem todos, as ruas em direcção à casa do mordomo. Aí chegados, espera-os variadas iguarias doceiras, bebidas diversas e os habituais tremoços, tudo à disposição de quem os queira saborear.
Esta festa móvel, ocorre 50 dias após a Páscoa e termina sempre com a actuação nocturna de um grupo musical da região.




Quarta-feira, 28 de Maio de 2008
Criação de gado ovino e caprino
Como acontece em quase todas as aldeias do interior do país, Urrós vive essencialmente do sector I – Agricultura.
A criação de gado miúdo tem, aqui, um peso importante para a subsistência da população, que a esta actividade se dedica.
São sobretudo os rebanhos de ovelhas e cabras que, com alguma frequência, encontramos disseminados pelas encostas. Procuram, para se alimentarem, a espontaneidade da vegetação herbácea que aí abunda.
Além da deliciosa carne e o aproveitamento da lã proveniente destes animais, os pastores aproveitam ainda o leite que vendem às queijarias locais, donde provém mais uma das especialidades autóctones desta região, os afamados queijos de ovelha e cabra.
Quinta-feira, 1 de Maio de 2008
A natureza em todo o seu esplendor!
Todos os anos, no mês de Maio, o espectáculo repete-se. São de todas as cores mas com incidência no branco, amarelo e roxo. É o auge da floração das estevas, giestas e temelos (tomilho), salpicados aqui e acolá por papoilas, roseiras silvestres e tufos de erva.
Fico estarrecida perante tão soberba paisagem natural no seu estado mais selvagem.
Este espectáculo de uma beleza imaculada serve ainda de porto de abrigo a milhares de aves que serpenteiam diariamente o céu azul numa dança, metodicamente ensaiada, deixando no ar a agradável melodia dos seus sons.
Embrenhada nesta beleza exótica, flutuo pelo chilrear dos pássaros, pipilar das aves e arrulhar das rolas acompanhados espaçadamente pelo “cu cu” dos cucos acabados de chegar das migrações sazonais, esquecendo-me por completo do fervilhar da cidade onde habitualmente resido.
No regresso, concluo, orgulhosamente, que este pequeno recanto de Portugal onde nasci foi bafejado pela esplendorosa mãe-natureza.








Quarta-feira, 2 de Abril de 2008
Douro - o rio da minha aldeia
Este rio majestoso nasce no país vizinho, na serra de Urbion e depois de calcorrear ziguezagueadamente 927Km chega à antiga, mui nobre sempre leal e invicta cidade do Porto.
O rio Douro junto à minha aldeia descreve um percurso sinuoso, cavando vales escarpados nas "Arribas do Douro Internacional".
Estas arribas albergam uma fantástica e espantosa riqueza tanto a nível de fauna como de flora, estando em estudo a viabilidade de construção nas ladeiras de um pombal e uma cerca destinados à criação, respectivamente, de pombas e coelhos com a finalidade de proporcionar alimento em abundância à Águia de Bonelli, espécie que se encontra em vias de extinção e que urge preservar.






Segunda-feira, 31 de Março de 2008
Amendoeiras em flor
Embora seja um espectáculo que se repete todos os anos na mesma altura, as amendoeiras em flor deleitam os visitantes.
É entre meados de Fevereiro e de Março que a floração acontece, proporcionando um espectáculo de uma beleza inolvidável que não deixa ninguém indiferente.
Os privilegiados que privam com estas paisagens levam consigo majestosas e ímpares lembranças que os acompanharão durante largo tempo.




Quarta-feira, 12 de Março de 2008
Igreja dos Mouros
Erguida no local denominado São Fagundo, em honra ao Santo que lhe deu o nome, a Igreja dos Mouros tem um arco românico e outro gótico. Estes arcos indicam-nos a existência de um templo romano que posteriormente foi ampliado ou reconstruido no período medieval. Actualmente, o santo desta igreja -S. Fagundo- encontra-se na aldeia de Algoso.



Domingo, 2 de Março de 2008
Festa de S. Sebastião
A festa de S. Sebastião realiza-se no terceiro domingo de Agosto. É uma celebridade que ocorre em Urrós em homenagem ao emigrante. Afluem a esta localidade muitas dezenas de pessoas oriundas da região, bem como alguns turistas ocasionais. Sendo esta a festa principal da aldeia, a padroeira da Terra é Santa Maria Madalena.




Gastronomia da minha aldeia
O prato comensal de grande qualidade da minha aldeia é o feijão de cascas com chouriça de ossos e bulho!
Outras comidas típicas que deleitam os visitantes são todo o tipo de enchidos, não esquecendo as deliciosas "alheiras".
As saladas típicas que acompanham estas e outras iguarias são as "merujas" e as "azedas".


Domingo, 24 de Fevereiro de 2008
Urrós - localização
Urrós é uma das 28 freguesias do concelho de Mogadouro.
Situa-se junto à margem direita do Rio Douro, na fronteira com Espanha.
Está incluida no Parque Natural do Douro Internacional, no Nordeste Transmontano.
Ester Alves